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La nueva carrera por los  mercados regulados del juego

La nueva carrera por los mercados regulados del juego

Colombia cuenta con uno de los mercados digitales regulados más consolidados de Latinoamérica. Los operadores autorizados transfirieron aproximadamente US$340 millones en IVA durante 2025. Argentina, en cambio, mantiene un esquema fragmentado por jurisdicciones, con siete licencias de juego online en la provincia de Buenos Aires.

En Estados Unidos, la industria del juego comercial generó US$78.620 millones en 2025, un 9,1% más que el año anterior. Las apuestas deportivas aportaron US$16.890 millones y el iGaming, US$10.730 millones, aunque ambos segmentos están sujetos a regulación estatal.

Canadá presenta igualmente un modelo descentralizado, reforzando la necesidad de evaluar cada jurisdicción de manera individual.

EUROPA: GRANDES MERCADOS, DISTINTAS REGLAS

Europa representa uno de los mayores espacios de oportunidad para la industria del juego. El mercado, considerando la Unión Europea y el Reino Unido, alcanzó US$134.000 millones aproximadamente de GGR en 2024, un 5% más que el año anterior. El juego online representó el 39% del total, con US$52.000 millones.

El tamaño del continente no implica un mercado homogéneo. La Unión Europea no cuenta con una legislación única para el juego y cada país establece sus propias condiciones de acceso y operación. Algunos mercados permiten múltiples operadores con licencia, mientras que otros mantienen modelos más restrictivos. Gran Bretaña y Francia con centran dos de los mercados más relevantes de Europa.

En Gran Bretaña, el GGY alcanzó aproximadamente US$22.000 millones entre abril de 2024 y marzo de 2025, un 7,3% más interanual, mientras que el segmento remoto llegó a unos US$10.200 millones, con un crecimiento del 13,1%. En Francia, el producto bruto del juego alcanzó US$16.100 millones en 2025, un 3% más que el año anterior, mientras que el mercado online creció 8,6%.

En este escenario, la expansión europea no pasa necesariamente por encontrar mercados sin explotar, sino por identificar jurisdicciones donde todavía exista espacio para crecer y donde las condiciones regulatorias permitan construir una posición sostenible.

ASIA: MERCADOS QUE AVANZAN EN DIRECCIONES OPUESTAS

Asia reúne mercados con realidades regulatorias muy distintas, desde jurisdicciones consolidadas hasta países que reforman sus marcos o mantienen restricciones al juego online.

Un informe de SiGMA publicado en 2026, con datos de 28 mercados entre abril de 2025 y marzo de 2026, estima US$45.500 millones en ingresos de iGaming y 155,7 millones de jugadores activos.

Filipinas destaca entre los mercados online más desarrollados de la región. En 2024, los ingresos brutos del juego alcanzaron aproximadamente US$7.200 millones, y PAGCOR proyectó un crecimiento de hasta 17% para 2025. Al mismo tiempo, el país eliminó el programa POGO y reforzó los controles sobre pagos y juego responsable.

En otros mercados, la regulación marca un escenario diferente. Japón avanza en el desarrollo de sus primeros resorts integrados mientras mantiene restricciones al juego online. India, por su parte, aprobó en 2025 una legislación que prohíbe los juegos online con dinero real.

Tailandia también ha avanzado hacia un marco para complejos de entretenimiento con casinos.

LA EXPANSIÓN CAMBIA DE RUMBO

El mapa internacional del juego es cada vez más amplio, pero también más exigente. Expandir se fuera del mercado de origen ya no significa simplemente sumar jurisdicciones: implica identificar oportunidades reales, evaluar el momento adecuado y adaptar el modelo de operación a cada entorno regulatorio y competitivo.

Brasil muestra cómo la apertura de un mercado puede generar nuevas oportunidades bajo un marco regulado. Estados Unidos demuestra que el tamaño puede ir acompañado de una elevada fragmentación.

Europa evidencia que un gran mercado regional puede estar compuesto por jurisdicciones con reglas diferentes, mientras que Asia ofrece ejemplos que van desde la expansión del juego online hasta restricciones más severas.

La expansión internacional, por tanto, no responde a una fórmula única. El desafío para los operado res no consiste solamente en determinar dónde existe demanda, sino en identificar dónde las condiciones regulatorias, fiscales y competitivas permiten convertir esa demanda en una posición sostenible.

Expansão internacional

A NOVA CORRIDA PELOS MERCADOS REGULADOS DO JOGO

O crescimento internacional já não consiste simplesmente em somar jurisdições. Regulação, fiscalidade, tamanho de mercado e condições de acesso exigem que os operadores escolham com critério onde entrar, quando agir e qual modelo adotar.

Durante anos, expandir-se para novos mercados foi uma das principais vias de crescimento para os operadores de jogo online. Hoje, entrar em um país exige obter uma licença, adap tar uma plataforma e responder a condições regulatórias cada vez mais complexas.

A regulação, a fiscalidade e as restrições publicitárias podem determinar a viabilidade de uma operação e modificar a estratégia de uma companhia. Por isso, a es colha do mercado se transformou em uma decisão cada vez mais relevante para os operadores.

O ta manho e o crescimento de cada jurisdição ajudam a entender por que a expansão mantém seu atrativo, mas também por que requer uma seleção cada vez mais precisa.

AMÉRICA: ESCALA, REGULAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO

A América reúne alguns dos mercados de maior escala para a expansão internacional do jogo, embora com modelos regulatórios muito diferentes.

O Brasil abriu seu mercado nacional em 1 de janeiro de 2025 e exige autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas para operar. Antes da regulação, sua GGR online havia crescido a uma taxa anual composta de 38% entre 2018 e 2023, superando os US$ 3 bilhões.

A Colômbia conta com um dos mercados digitais regulados mais consolidados da América Latina. Os operadores autorizados transferiram aproximadamente US$ 340 milhões em IVA durante 2025. A Argentina, por outro lado, mantém um esque ma fragmentado por jurisdições, com sete licenças de jogo online na província de Buenos Aires.

Nos Estados Unidos, a indústria do jogo comercial gerou US$ 78,62 bilhões em 2025, aproximadamen te 9,1% a mais do que no ano an terior. As apostas esportivas rende ram US$ 16,89 bilhões e o iGaming US$ 10,73 bilhões, embora ambos os segmentos estejam sujeitos à regulação estatal.

O Canadá apresenta igualmente um modelo descentralizado, refor çando a necessidade de avaliar cada jurisdição de maneira individual.

EUROPA: GRANDES MERCADOS, DIFERENTES REGRAS

A Europa representa um dos maiores espaços de oportunidade para a indústria do jogo. O merca do, considerando a União Europeia e o Reino Unido, alcançou aproxi madamente US$ 134 bilhões de GGR em 2024, aproximadamente 5% a mais do que o ano anterior. O jogo online representou 39% do total, com US$ 52 bilhões.

O tamanho do continente não implica um mercado homogêneo. A União Europeia não conta com uma legislação única para o jogo, e cada país estabelece suas pró prias condições de acesso e ope ração. Alguns mercados permitem múltiplos operadores com licença, enquanto outros mantêm modelos mais restritivos.

A Grã-Bretanha e a França con centram dois dos mercados mais relevantes da Europa. Na Grã-Bre tanha, o GGY alcançou aproxima damente US$ 22 bilhões entre abril de 2024 e março de 2025, o que representa um aumento de cerca de 7,3% interanual, enquanto o segmento remoto chegou a apro ximadamente US$ 10,2 bilhões, com um crescimento de 13,1%.

Na França, o produto bruto do jogo al cançou US$ 16,1 bilhões em 2025, cerca de 3% a mais do que o ano anterior, enquanto o mercado online cresceu 8,6%.

Nesse cenário, a expansão eu ropeia não passa necessariamente por encontrar mercados sem ex plorar, senão por identificar jurisdições onde ainda exista espaço para crescer e onde as condições regulatórias permitam construir uma posição sustentável.

ÁSIA: MERCADOS QUE AVANÇAM EM DIREÇÕES OPOSTAS

A Ásia reúne mercados com rea lidades regulatórias muito diferen tes, desde jurisdições consolida das até países que reformam seus quadros ou mantêm restrições ao jogo online. Um relatório da SiGMA publicado em 2026, com dados de 28 mercados entre abril de 2025 e março de 2026, estima US$ 45,5 bilhões em receitas do iGaming e 155,7 milhões de jogadores ativos.

As Filipinas destacam-se entre os mercados online mais desen volvidos da região. Em 2024, as receitas brutas do jogo alcançaram aproximadamente US$ 7,2 bilhões, e a PAGCOR projetou um cresci mento de até aproximadamente 17% para 2025. Ao mesmo tempo, o país eliminou o programa POGO e reforçou os controles sobre paga mentos e jogo responsável.

Em outros mercados, a regula ção marca um cenário diferente. O Japão avança no desenvolvimento de seus primeiros resorts integra dos enquanto mantém restrições ao jogo online. A Índia, por sua par te, aprovou em 2025 uma legisla ção que proíbe os jogos online com dinheiro real. A Tailândia também avançou rumo a um quadro legal para complexos de entretenimento com cassinos.

A EXPANSÃO MUDA DE RUMO

O mapa internacional do jogo é cada vez mais amplo, mas tam bém mais exigente. Expandir-sefora do mercado de origem já não significa simplesmente somar ju risdições: implica identificar opor tunidades reais, avaliar o momento adequado e adaptar o modelo de operação a cada ambiente regula tório e competitivo.

O Brasil mostra como a aber tura de um mercado pode gerar novas oportunidades sob um quadro regulado. Os Estados Unidos demonstram que o ta manho pode vir acompanhado de uma elevada fragmentação. A Europa evidencia que um gran de mercado regional pode estar composto por jurisdições com regras diferentes, enquanto a Ásia oferece exemplos que vão desde a expansão do jogo online até restrições mais severas.

A expansão internacional, por tanto, não responde a uma fórmula única. O desafio para os operado res não consiste somente em deter minar onde existe demanda, senão em identificar onde as condições regulatórias, fiscais e competitivas permitem converter essa demanda em uma posição sustentável.

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